sábado, 24 de janeiro de 2015

É Poesia


Poesia é crítica, é política, é romance, é afeto.

Poesia é protesto, é elogio, é defeito, é qualidade.

Poesia é saudade, é alegria, é tristeza, é de dentro.

Poesia é centro, é margem, é de fora, é contexto.

Poesia é texto, é fala, é linguagem, é gesto.

Poesia é resto, é sobra, é falha, é sucesso.

Poesia é sexo, é carne, é feio, é bonito.

Poesia é grito, é sussurro, é fofoca, é invenção.

Poesia é solidão, é tumulto, é inércia, é correria.

Poesia é alegria, é festa, é descanso, é sossego.

Poesia é ego, é vaidade, é menino, é menina.

Poesia é rima, é gerúndio, é anafórica, é redundante.

Poesia é instante, é passado, é futuro, é tempo.

Poesia é mal tempo, é vento, é sol, é chuva.

Poesia é turva, é límpida, é vulgar, é discernimento.

Poesia é contratempo, é contraditória, é uniforme, é coerente.

Poesia é frente, é verso, é inverso, é furor.

Poesia é dor, é sorriso, é pedir, é doar.

Poesia é acordar, é adormecer, é morrer, é viver.



segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Diagnóstico

Pode ser Amor...

Quando o olhar parecer vazio e sem direção
Quando o pensamento parecer longe
Quando o corpo parecer distante da alma
Quando o equilíbrio se perder nos lentos passos
Quando as mãos se mostrarem sem paradeiro
Quando as palavras parecerem presas e limitadas
Quando as ideias dissociarem-se das ações
Quando as vontades estancarem diante às incertezas


Ou pode ser uma baita gripe.



                ***   Júnior Dihl ***




sexta-feira, 11 de julho de 2014

TALVEZ

Diriam, sem sombra de dúvidas
Que estou louco
Louco. Sem meio, sem quase
Apenas e tão certamente, louco
E, de tanto que diriam
Talvez me convencessem, talvez não
Talvez eu os convencesse do contrário
Talvez desse a certeza que esperavam
Se eu falasse de amor
Se eu falasse de carinho
De rancor, ódio, ou se de nada falasse
Ainda assim diriam que estou louco
Talvez por apenas sonhar
Talvez por escancarar estes sonhos
Talvez por viver os sonhos de muitos
Contudo, a única verdade aqui escrita
É que diriam que estou louco
Quem sabe, até, sem saber definir a loucura
Mas como em quase tudo hoje em dia
Apontariam o dedo, tantos juntos
Sem saber o porquê, sem saber
Se o que dizem é certo
Se o que apontam é certo
Ou se o certo é o que dizem e o que apontam
Talvez a loucura se defina nas perguntas
Talvez se defina nas respostas
Talvez eu, de fato, enlouqueça
Com suas perguntas e respostas.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

A Importância da Tecnologia na Educação.

Olá, leitores.
A licença poética tão usada em meus textos se fará presente mais uma vez no post abaixo. Trata-se de um trabalho acadêmico para a disciplina Tecnologia da Informação e Comunicação na Educação.
O artigo a seguir foi escrito por Francisco Ivanilsom da Costa, quando cursava o 7º semestre de Pedagogia na Universidade Estadual Vale do Acarau (UEVA), sediada na cidade de Sobral, interior do Ceará. O texto apresenta diversos aspectos sobre a importância da tecnologia na educação.



1 INTRODUÇÃO

Atualmente vê-se uma grande ascensão da tecnologia, seja em grandes projetos, empresas e também em instituições de ensino. A tecnologia está cada vez mais acessível as pessoas. Percebe-se que a compra de produtos com tecnologia digital tem crescido bastante, em todas as camadas sociais. As tic´s, ao contrário do que muitas pessoas pensam, está presente na vida do homem desde a antiguidade, contitui-se meios eficazes de comunicação e informação.
Os meios de informação são todas as formas de gerar, armazenar, veicular, processar e reproduzir a informação. Os meios de comunicação é toda forma de veicular informação, incluindo as mídias mais tradicionais, como uso de pergaminhos, de tambores na selva, de livros, de revistas, do rádio, da televisão, das redes de computadores, etc.
Varias questões estão relacionadas ao uso das tecnologias e dos meios de comunicação nas escolas, especificamente nas salas de aula. Trabalhar com as Tic´s além de ser uma necessidade real é um modo de inserção dos indivíduos no mundo letrado e digital.
O projeto de pesquisa tem como tema "As tic´s na sala de aula: contribuição para o aprendizado das crianças", o referido tema foi escolhido porque constitui-se um ramo de conhecimento novo na educação e poucos autores discorreram sobre o mesmo, e além do mais, por se tratar de assunto que ainda causa muita desconfiança, por parte dos educadores.
Torna-se inaceitável, na época em que estamos, em pleno século XXI, que os professores ainda trabalhem apenas com quadro e giz. Diante das descobertas tecnológicas atuais, a escola torna-se então uma unidade de difusão dessas novas mídias, incrementando o uso das mesmas na vida dos alunos e usando-as como mais um recurso à serviço da aprendizagem das crianças.
O tema proposto trata a questão das tic´s como algo já vivenciado na sala de aula e, consequentemente na escola, mostrando as facilidades e a praticidade de se trabalhar com essas tecnologias na sala de aula. Os objetivos pretendidos são que os educadores incrementem as tic´s no seu ambiente de sala de aula e as use como mais um suplemento de enriquecimento das aulas e um instrumento poderoso para a aprendizagem das crianças.
As tic´s nada mais são os meios de comunicação e informação, que são utilizados pelos homens desde a pré-história, através de vestígios e sinais desenhados nas paredes de cavernas.
Portanto, esse tema é de fundamental importância, pois trará subsídios para a compreensão da importância das Tic´s no ambiente da sala de aula, servindo de fonte de pesquisas posteriores, tanto para educadores, quanto para pesquisadores da ár

2 AS TIC´S NO AMBIENTE ESCOLAR

Atualmente a tecnologia está presente em todos os setores da sociedade é um componente social importante na vida moderna. O Núcleo Curricular Básico-Multieducação(1996) diz o seguinte:

O acesso à mídia impressa e eletrônica, ao vídeo, ao computador, às redes e apropriação de suas linguagens e estéticas, não é uma utopia ou um desvario, é a condição básica da habitação do cidadão ao diálogo social, afetivo, político, profissional, o cidadão da sociedade informático-mediática necessita adquirir habilitação técnica e linguística que lhe permita transitar e sobreviver no meio informacional na qual está imerso (p.134)

E quem dará essa instrução para a formação de um cidadão inteirado de sua realidade? A escola jamais poderia ser indiferente, pois se constitui um lugar de posturas e mudanças sociais. É na escola onde encontra-se o âmago das modificações de origem social.
A informática educativa é uma realidade e deve ser inserido no contexto escolar, como destaca Haetinger (2005), desta forma acreditamos que a informática aplicada aos processos educacionais pode oferecer um caminho de mudanças para a velha escola, claro que nunca como ‘salvadora da pátria', mas como mais uma ferramenta a serviço dos professores.
De fato a escola, e principalmente os professores, precisam encarar essas novas tecnologias de forma natural, buscando oportunidade de aperfeiçoar-se para a operação dessas novidades tecnológicas. Dificuldades são muitas, incertezas quanto ao alcance dos objetivos propostos inúmeras, porém de certo se tem que, enquanto o docente não tiver consciência de seu papel de agente de transformação, mudanças não ocorrerão (MIRIAN C.D, MELLO, 1991).
Mesmo que a escola não ofereça subsídios para a inserção das novas tecnologias o professor tem o dever, como agente de transformação e formador de opinião, de oferecer para seus educandos conhecimentos e interações com essas tecnologias, tendo em vista que fazem parte do quotidiano de muitos deles. Com relação ao professor Haetinger (p. 70, 2005) diz que "se continuar não interagindo o ensino com a vida prática dos alunos está correndo o risco de ficar falando sozinho, na sala de aula ou no universo virtual".


Ainda com relação as tecnologias, Haetinger (2005), complementa:
Em nosso trabalho de educadores devemos sempre... Oportunizar aos alunos o acesso a informação e a construção de conhecimentos coletivos. Ao oferecermos este tipo de vivência, buscamos a motivação do aluno e o comprometimento do mesmo com a aprendizagem individual e do grupo ao qual ele pertence (p. 71).
A escola mudou, não vivemos mais aquele ensino metódico e puramente mensurável, onde o professor detinha todo o conhecimento. A sociedade, seus padrões e ritmos mudaram, estamos no século XXI, na Pós-modernidade, onde as máquinas são responsáveis por grande parte do desenvolvimento mundial. Precisamos então, como educadores, analisar como as Tic´s podem nos ajudar a favorecer a aprendizagem das nossas crianças. Atualmente, uma discussão pertinente entre os educadores não questiona se "o aluno aprende ou não aprende" ou "o quanto ele aprende", mas está voltada a questões mais amplas como: "de que modo podemos favorecer a aprendizagem?", que ações pedagógicas adotaremos para facilitar a construção de conhecimentos?  Haetinger (2005).

4.2 A INSERÇÃO DA MULTIMÍDIA NA SALA DE AULA
Já existem em varias escolas o uso dos meios de multimídia nas próprias salas de aulas, como lousas digitais, computadores com acesso a internet e distribuição de notebooks para as crianças nos primeiros anos do ensino escolar, é o caso do Jardim de Infância Municipal Doutor Luiz Silveira, em Piraí/RJ (Revista Nova Escola). São muitos os casos de sucesso na utilização da tecnologia na sala de aula como aliada no processo de ensino aprendizagem, provando assim que o uso das Tic´s pode e deve ser uma prática constante nas salas de aula, atuando como mais um suplemento de ensino. sobre o uso da informática como recurso pedagógico, a inclusão da informática como recurso pedagógico é mais do que querer, é fundamental para desenvolver todas as possibilidades do saber. Haetinger (2005).
A idéia de utilizar computadores para ensinar as crianças a se tornarem melhores pensadores teve início com Seymour Papert, para quem o computador iria "ampliar a escola" revolucionar e educação e reformular a mente das crianças. Sua linguagem de programação projetada especialmente para as crianças deveria provocar o estímulo para essa revolução. Influenciado pelo psicólogo e filósofo suíço Jean Piaget, com quem estudou, Papert afirma ter combinado as complexas teorias de desenvolvimento infantil de Piaget com seu próprio trabalho no campo da inteligência artificial. Essa fusão aparente levou à criação da linguagem logo, a qual, Papert esperava, sistematizaria o uso de computadores no aprendizado, começando na pré-escola, ou até mais cedo ainda.
Muitos outros estudiosos e pesquisadores defendem o uso das tecnologias no ambiente escolar, em especial o uso do computador como recurso pedagógico, mas advertem para o uso adequado dessa ferramenta.

O computador jamais poderá ser utilizado de forma a ameaçar o contato com a própria realidade, a alienar a criança: mas, mas ao contrário, deverá ser usado sempre para fortalecê-la, por meio de tomada de consciência de si mesma como alguém capaz de lidar com representações simbólicas, mantendo os pés firmes no chão. (Oliveira, 1999, p. 11)

O desafio dos educadores da atualidade é ensinar aos seus alunos a metalinguagem, a diversidade de linguagem existente e sua utilização na vida prática. MacLuhan (1997, p.33) fala que atualmente a resposta é ensinar aos estudantes nas escolas como se ‘metacomunicarem' e como aprenderem ‘meta-habilidades' de forma que possam se adaptar ao mundo tecnológico em transformação.

4.3 A RELAÇÃO DAS CRIANÇAS COM AS TIC´S

Será que as crianças nos primeiros anos escolares dominam as novas tecnologias? Como é a relação com o desconhecido (será desconhecido)? Tentaremos responder aqui estas e outras questões concernentes ao uso das tecnologias por parte das crianças no ambiente escolar. As novas tecnologias são também fontes de aprendizado para as crianças.
Para Morin (2000) A criança também é educada pela mídia, principalmente pela televisão. Aprende a informar-se, a conhecer - os outros, o mundo, a si mesma-, a sentir, a fantasiar, a relaxar, vendo, ouvindo, "tocando" as pessoas na tela, pessoas estas que lhe mostram como viver, ser feliz e infeliz, amar e odiar. A relação com a mídia eletrônica é prazerosa – ninguém obriga que ela ocorra; é uma relação feita através da sedução, da emoção, da exploração sensorial, da narrativa aprendemos vendo as histórias que os outros nos contam. Mesmo durante o período escolar a mídia mostra o mundo de outra forma – mais fácil, agradável, compacta sem precisar fazer esforço. Ela continua educando como contraponto à educação convencional, educa enquanto estamos entretidos.
Há muitos programas computacionais que podem favorecer a aprendizagem das crianças, por meio do visual e do áudio as crianças assimilam mais os conceitos pretendidos, além de se divertirem e aprenderem. No Congresso Educar (2002) se discutiu que há programas para crianças de cinco anos que as ajudam a fazer relações mentais e cognitivas, que normalmente só fariam mais tarde, quando estivessem alfabetizadas. A geração da cibercultura, diz ela, vem absorvendo com a internet um novo paradigma mental, que no futuro fará dessas crianças adultos com maior capacidade de aprender por si mesmos.
Percebe-se então que as crianças desde pequenas têm contato com diversas mídias e através delas elas aprendem muita coisa. As mídias são meios pelos quais as crianças aprendem de forma prazerosa e dinâmica, seu uso na escola favorece em muito a obtenção de conhecimentos.
Portanto, as Tic´s através de suas facilidades e diversidade de uso, favorecem em muito o aprendizado das crianças, pois através destas mídias as mesmas aprendem com muito mais entusiasmo e interagem de forma prática com essas novas tecnologias, já fazem parte, na maioria das vezes, de seu cotidiano. Além do mais através das Tic´s o aprendizado acontece de forma dinâmica e atrativa, incentivado a participação das crianças nas diversas atividades realizadas na sala de aula, com a mediação do professor e funcionando como mais um riquíssimo recurso de ensino.
Para Haetinger (2005) o aluno através destas ferramentas, [as novas tecnologias] deve se comprometer muito mais com o aprendizado, o que não acontecia com o ensino tradicional, de apenas recepção de conteúdos. Sob a própria perspectiva do construtivismo, as novas tecnologias dão a noção do concreto e do prazeroso, oferecendo ao educando uma maior interação com a aprendizagem. Papert (apud. Almeida, 2000) diz que a característica principal do construcionismo é a noção de concretude como fonte de ideias e de modelos para a elaboração de construções mentais.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Diante do exposto, sobre a importância das Tecnologias da Informação e Comunicação – TIC como facilitadora e promotora da aprendizagem, pode-se afirmar que ainda são muitos os desafios para a implantação das mesmas no ambiente da sala de aula, mas aos poucos estão surgindo idéias para a incrementação dessas tecnologias no ambiente escolar.
A temática foi de fundamental importância, pois trouxe um enfoque maior à questão do uso das novas tecnologias como auxiliadora e facilitadora da aprendizagem das crianças. Além de ressaltar a contribuição das Tecnologias da Informação e Comunicação – TIC como recurso pedagógico eficiente e rico para utilização, por parte dos educadores.
Pode-se concluir que as TIC além de serem um recurso pedagógico interessante e importante para o professor, é uma ferramenta que torna a aprendizagem das crianças mais significativa e mais prazerosa, contribuindo inclusive para a felicidade da criança na escola e estimulando-a a vir para a escola.
Pode-se também, com a escrita do artigo, construir uma fonte de pesquisa para estudiosos, pesquisadores e educadores, oferecendo-os subsídios para as suas práticas de pesquisa e ensino, além do mais pretende-se com o mesmo uma maior atenção e valorização das TIC no ambiente escolar, mais especificamente na sala de aula.
  
REFERÊNCIAS
HAETINGER, Max G. O Universo Criativo da Criança na educação: coleção Criar.vol. 03. Rio Grande do Sul, 2005.

ESCOLA, Nova. Computadores na pré-escola. Disponível em: < http://revistaescola.abril.com.br/educacao-infantil/4-a-6-anos/computadores-pre-escola-556251.shtml>. Acesso em: 26 maio 2010.

NETO, Hermínio Borges & Suzana Maria Campelo Borges. O papel da informática educativa no desenvolvimento do raciocínio lógico. Disponível em: Acesso em: 27 de maio 2010.

CORTELAZZO, Iolanda B. C. Pedagogia e Novas Tecnologias: Tecnologias Interativas e Colaborativas. Disponível em: < www.boaaula.com.br/iolanda/disciplinas/pedago10.ppt> Acesso em: 27 maio de 2010.


sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Essência


Emudecer as palavras e enaltecer os gestos,
Após o beijo decidir qual será o próximo passo.
Envolto a um laço, num embrulho de roupas,
Das fantasias, as loucas, sem ritmo e em descompasso.
Abnegados de qualquer pudor e preconceito,
Trazendo no peito apenas, do sentimento, a essência.
Imensurável atração nos une neste instante,
Ficção e realidade se confundem na mesma frequência.
Entrelaçados por um campo invisível e indestrutível,
Magnetismo e audácia, perspicácia eminente.
Encontramos nos braços segurança, conforto e carinho,
Deixemos a discórdia ao futuro e nos valemos do presente.
O tempo que nos cerca não atrapalha, mas impõe regras,
Fervorosamente elas nos instigam a burlá-las.
A chama solta no inconsciente atrai a libido,
Incandesce as almas e faz os corpos ter de buscá-las.
O sentimento que resplandece para todos à sua volta.
Propaga o amor e estima a união destes corpos em prazer.
Pertencentes um ao outro desde o inicio, desde sempre.
Saciados e com um sorriso estampado, só têm a agradecer.

sábado, 5 de outubro de 2013

Clichês do Calendário

Com a chegada do mês de outubro algumas pessoas se assustam e outras se empolgam com a proximidade do final do ano, isso também acontece com outros meses, sempre seguido do jargão “este mês passou rápido”. Outubro é ainda mais clichê, pois parece que muita gente espera o ano inteiro para a sua chegada e assim poderem publicar nas redes a poética frase “outubro ou nada”.

Certamente já ouvimos um amigo, em pleno início de janeiro, proferir: “Falta muito para dezembro?” E quem nunca brincou dizendo que pagaria uma conta, ou faria alguma atividade indesejada, somente no próximo dia trinta e um de fevereiro? E em março, que ainda tem gente questionando se um determinado evento acontecerá no “horário velho” ou no “horário novo”, relacionando isso ao horário de verão.

         Abril já se apresenta com o dia da mentira ou dia dos bobos, para a alegria de muitos e tristeza de tantos outros: “primeiro de abril, passou e tu não viu”. Maio chega com propagandas, ofertas e fervendo o comércio para o dia das mães. Junho “dá as caras” com sotaque caipira e bandeirinhas espalhadas por todos os lados, além de criar inúmeros poetas inspirados pelo dia doze. As festas juninas transformam-se agora em julhinas, e com julho vêm os comentários “é, já se foi meio ano” e “daqui a pouco é natal”.

      Agosto, o “mês do cachorro louco” - pobre animal - ou “agosto, o mês do desgosto”. O oitavo mês do ano tem a incumbência de abrir caminho para setembro, que na primeira semana aflora o patriotismo de muitas pessoas com o desfile cívico. Para os gaúchos é o mês mais importante do ano, já que no dia vinte revivem o sentimento da revolução farroupilha. Setembro ainda trás boas notícias com a chegada da primavera, mas na primeira frente fria aparece o clichê: “o inverno já não acabou?”.

      Novamente estamos em outubro, e que venha com seus clichês, com suas surpresas, com a alegria do mês das crianças, onde todo adulto reclama por não receber presente. Que venha também novembro, dezembro, 2014, 2015 e todos com seus chavões, suas frases prontas, seus jargões ultrapassados. Que venham as alegrias de rir do que um dia foi engraçado, de rir de si mesmo, de rir do ridículo, de ser ridículo para que outra pessoa possa sorrir.


           Até mais.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

De A a E


Ao seu amor mais sincero
Alguém me pediu um verso
Amor daqueles de um bolero
Ainda que não seja confesso.

Brindo com este momento
Bem como noutros tantos
Busco através deste poema
Bendizer outros encontros.

Com uma palavra chamo a atenção
Com uma frase desperto emoção
Com uma estrofe posso ter rimas
Com mais de uma talvez não.

De uma boca ganho um sorriso
De um riso recebo o carinho
Do carinho vem a certeza
De que não estás sozinho.

E se um abraço vier completar
Estes versos com sentido
Em conjunto, beijo e abraço
Enaltece o poema concedido.