quinta-feira, 24 de março de 2011

Seja bem vindo outono


Salvo domingo, dia lindo, um tanto triste, pois se despede do verão, mas alegre dá boas vindas ao outono. Seja bem vindo, outono.
E que, com ele, venham as folhas que saem em vôo e aterrissam sobre a grama verde dos parques, também aquele frio que não congela, mas inibi a prática suave de propiciar aos demais, as belezas naturais que compõem o corpo humano.
Outono, estação que na sua obrigatoriedade tem como principal função, preparar para o frio extremo que nos reserva o inverno gaúcho.
Além de decorar as folhas de algumas árvores colorindo-as num tom amarelado, o que evidencia sua autenticidade, o outono, assim como a primavera, é considerado uma estação intermediária, pois deixa a esmo a lúdica ideia de ludibriar o verão e o inverno, um por findar e o outro por vir-se-á predominar, tão logo.
O que faz deste período um constante intimista, pois nos dá a vantagem de acordar em um dia ensolarado e instigante ao mar e, à noite sugere um bom vinho com a clara diferença de temperatura.
O outono me deixa um tanto quanto, melancólico, carente. Faz-me querer estar nos braços da pessoa amada a todo instante, se bem que, olhando por este ponto de vista, todas as estações me fazem melancólico.
Mas o outono é diferente, uma chuva rápida com sol quente, ou um sol rápido sucumbido por uma chuva fria e extensa.
Nenhum, nem outro, mas ao mesmo tempo aposto e oposto a toda negatividade.
Retém em sua essência o maior número de formação de casais que iniciaram o romance após uma tarde ensolarada destas. Por isso o orgulho de sustentar em seu âmago, o tão esperado, dia dos namorados, mesmo que na reta final deste período, vem em tempo hábil de contemplar os amantes com mais uma tarde ou noite para a consumação perfeita do amor.
Este é o outono, que todos os anos vêm trazendo novas surpresas, novas histórias. Só nos resta apreciar e viver intensamente mais esta estação, bem como agradecer a cada dia por estar presente e planejar sem medo a próxima vez que nos encontraremos com esta estação.
Mais uma vez, seja muito bem vindo, outono.

@JuniorDihl

domingo, 13 de março de 2011

DE ONDE MENOS SE ESPERA, É QUE NÃO SAI NADA MESMO


Não bastasse a vizinha do 602 ficar com a TV ligada a noite inteira com o volume no máximo, o novo condômino, o do 605, no fim do corredor, resolveu fazer uma festinha de inauguração da nova moradia. Não quero parecer anti-social, mas é quarta-feira, tenho que acordar às 06h00min. São 05h12min e ainda não preguei o olho!
O jeito é entregar o jogo e levantar, vou tomar um banho bem demorado e ver se relaxo.
Bom, já começo a imaginar como será o resto do dia, tem um carro que eu nunca vi por aqui, trancando a saída do meu. Ah, e a festa do “605” ainda não terminou!
Só me resta pegar um táxi, no prejuízo eu já estou mesmo.

Eu.
-Bom dia amigo, pode me levar até a avenida das indústrias, n° 371?

Taxista.
-Lamento amigo, ocorreu um acidente no início da avenida e ela está interditada para automóveis, posso te levar até o inicio da avenida e depois você segue a pé. Pode ser?

Eu.
-(Respira) 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7... É o jeito, né?


Por mais que esteja irritado, ainda são 07h45min da manhã, tenho um dia inteiro pela frente, tenho certeza que as coisas irão mudar.
Enfim chego ao trabalho, como faço todos os dias, peguei um café bem quente e me sentei para ler alguns e-mails, o primeiro que abro é do meu chefe que dizia.


De: Presidente.mala@empresaquetrabalho.com.br;

Sr. José. Necessitamos de sua presença na empresa até mais tarde, hoje.
Precisamos fazer um inventário de estoque, e sei que terá o maior prazer em comandar a equipe.

Sem mais.

Beleza, só que a “equipe” a qual ele se referiu, só restou eu!
Tranquilo! Segue o baile, afinal o dia nem foi tão ruim assim, vou pra casa relaxar e tomar um uísque. Ah, claro, voltarei de táxi para casa.
No caminho de volta só pensava em como foi desgastante o dia, acho que vou cair na cama e só acordar daqui dois dias.
Já em casa, degustando meu uísque, começo a revisar minha agenda e descubro então o significado da frase “nada é tão ruim que não possa piorar”.
P... Q... P... Hoje era a janta de aniversário da minha noiva! Eu estava tão concentrado na minha raiva que nem notei que dia era e muito menos vi este dia passar, dancei de novo!

@JuniorDihl

Top


Toc, toc, toc. Não, não são batidas na porta, mas sim o barulho que faz quando ela caminha com seu salto de dez centímetros. Simples, não?
Não, não! Ensurdecedor, este é o termo certo. Cada vez que ouço este barulho que literalmente sai dos seus passos, fico extasiado, sabendo que ela está por perto.
Sim, sim! Lá vem ela, desfilando naturalmente, um passo após o outro, suavemente perfeita, a top das modelos, indiscutivelmente linda.
A perfeição é gritante que até a natureza se rende a sua beleza, o vento, por exemplo, quase que nem sopra, faz somente um leve movimento para realçar seus cabelos, as folhas que caem se repelem para as alas deixando seu caminho livre.
As luzes nos postes acompanham seu ritmo passo a passo, os carros andam em câmera lenta em sua volta. Poucas conseguem ter esta majestade toda, eu, como sou só mais um súdito, só admiro, imaginando tudo o que nos é permitido imaginar.
Ponderando todo e qualquer ato voluptuoso, sigo a admirar enquanto meus olhos conseguem vê-la, assim como eu, todos a sua volta saem dali mais feliz e com a alma incandescente, pois alimentaram suficientemente seus olhos, o que por enquanto não nos é cobrado.


@juniordihl

Um dia desses


Lembro do sol, ainda tímido à beira-rio.
Lembro da cidade que se recupera de uma noite.
Lembro de um menino me chamar de tio.
Lembro do vento na pele nua como açoite.

Lembro dos dedos tramados em seus cabelos.
Lembro de cada gesto e cada beijo.
Lembro do nu artístico em frente ao espelho.
Lembro de queimarmos no fogo do desejo.

Lembro de ter dito teu nome e em seguida eu te amo!
Lembro de ter despido teu corpo rosado e macio.
Lembro de tudo e lembrarei anos.
Lembro da cama, lembro que estava frio.

Lembro das ruas que descemos e subimos.
Lembro da chuva que caiu antes da hora.
Lembro de tudo o que ouvimos.
Lembro dos figurantes que acompanhavam a história.

Lembro de me fazer carinho após o amor.
Lembro de ter dormido em teus braços.
Lembro que sorriu após me ver abrir os olhos.
Lembro do corpo, cada curva, cada traço.

Lembro das mordidas de leve pelo corpo.
Lembro de estar entregue naquele momento.
Lembro da satisfação exposta no rosto.
Lembro de querer parar o tempo.

Lembro de ter dito que este amor é sem medida.
Lembro de te ver entrando em casa após tudo.
Lembro de querer estar ao lado por toda a vida.
Lembro de esquecer todos os problemas do mundo.

Lembro que tua companhia me acalma.
Lembro de aproveitar cada instante.
Lembro de te amar com o coração e com a alma.
Lembro de tudo, mas não me lembro de ter vivido isso antes.


@juniordihl

Como nasce um amor


Pode ser por uma noite, pode ser por uma vida, mas o sentimento que costuma ser forte demais para um simples encontro, aquela preocupação em ligar no dia seguinte e a alegria de ter estado com uma determinada pessoa, a tudo isso damos o nome de paixão.
Nesta esfera, denominada, mundo. Costumamos dizer que a paixão é apenas a porta de entrada para o amor, muitos ficam entre os dois caminhos, sim há este lugar, antes de encarar de fato que existe o amor, algumas pessoas saem desta porta sem se quer entrar. Outras nem chegam nesta passagem, apenas descobrem que estavam apaixonados quando já estão longe de quem queriam estar perto, ai pode ser tarde.
A paixão é fácil de descobrir sua procedência, chega devagar, às vezes intensa, mas geralmente é aquela vontade louca de estar com uma pessoa querida e curtir uma noite de festa ou uma tarde qualquer, mas ainda não tem aquela necessidade de estar presente a todo instante. O difícil é sabermos até quando esta vontade deve ir. Se pudermos discernir e conhecer este limite entre o que é fetiche e o que realmente vem acompanhado de algo mais forte, como a vontade de agradar e sentir-se realizado internamente, ai sim podemos estar de bem com a vida e com todas as situações que viremos a ser expostos.
Mas nossa questão é, quando nasce um amor?
Diferentemente de um ser humano, não nasce em nove meses e não é gerado da mesma forma.
A quem diga que o amor não existe, é invenção de uma minoria que visa lucrar com o sentimento alheio, sim, já ouvi esta hipótese. O amor, então, nada mais é do que uma soma de fatores, sentimentos, que juntos formam um só. Saberemos se é amor quando decidirmos abrir mão de nossa vida para salvar a vida de outra pessoa, seja um irmão, filho, um familiar ou um amigo.
O amor se manifesta de várias formas e maneiras. Basta estar disposto a aceitar e corresponder este sentimento, viajar em um mundo desconhecido, onde apenas a vontade de fazer tudo o que vier a mente, domina.
Paixão, emoção, saudade, prazer, amor! Deixe tudo aflorar e você saberá perfeitamente onde começa e talvez, onde termina o amor, enquanto isso, curta, mas intensamente, todas as paixões e todos os amores que a vida lhe oferecer. Ame e deixe ser amado!

@JuniorDihl

sábado, 12 de março de 2011

FIOS BRANCOS


Meus poucos fios brancos entre o cabelo, traduzem minha demanda e um pouco das preocupações que habitam minha mente.
Entretanto, a pouca idade não poderia evidenciar tais efeitos da natureza, mas como a natureza é considerada uma mãe, ela sabe o que faz. Certo?
Certa vez ouvi um menino questionar seu pai sobre os seus cabelos brancos, o pai, em sua simplicidade começa a descrever o seu dia a dia para o filho.
Descreveu minuciosamente como era seu trabalho, o horário que acordara todas as manhãs e o que fazia durante o dia, a noite era para estudos e em algumas delas, trabalho.
Lembro da expressão do menino, atento a cada palavra que seu pai proferia, entre uma expressão e outra o menino mostrava-se confuso, seu pai falava e falava, mas ainda não estava claro como seus cabelos branqueavam.
Neste meio tempo toca o telefone do pai do garoto, ele atende com um tom ríspido na voz, um pouco contrariado em sua fala.
Devido ao que pude escutar da conversa, percebi que era uma ligação do seu trabalho. Haviam lhe pedido para ir mais cedo para a labuta, pois um colega sentiu-se mal e precisou ficar em observação no hospital local, o pai do garoto, visivelmente contrariado, pois havia saído tarde no dia anterior e hoje que poderia aproveitar o dia de folga com o filho, teria que adiar tudo e ir mais cedo para o trabalho.
Sabemos que esta é uma realidade constante no cotidiano profissional, se um profissional faltar, outro precisa suprir esta falta, “manda quem pode, obedece quem tem juízo”, não é assim?
O pai então pede desculpas ao filho e lhe explica que precisará ir embora para casa e posteriormente para o trabalho, o menino, que aparentava ter entre sete e nove anos, apenas sacode a cabeça em sinal de aprovação e responde um sincero, “tudo bem”.
Com o desenrolar da história eu começo a gostar do desfecho e acabo subindo no mesmo ônibus que eles. Sentei-me no banco que ficava atrás ao que eles estavam.
De repente vejo que o pai liga para alguém e avisa que voltará mais cedo para casa, pois o convocaram para ir para o trabalho. Pelo tom da conversa parecia ser a esposa.
Em seguida ao telefonema, o pai vira-se ao filho e desfere a seguinte frase.
“É por isso, Pedro, é por isso que nossos cabelos ficam brancos, por causa de telefonemas como este”.
O menino fica meio espantado com a resposta do pai, mas mesmo assim agradece com um, “ah, bom.”
Quando eu pensava que estaria sanada a dúvida do menino, o pai começa a lhe dizer o real motivo do passeio.
“Filho, este passeio era pra lhe comprar um telefone celular, sua mãe e eu achamos que você comportou-se bem e foi muito dedicado aos estudos este ano, queríamos lhe recompensar por este esforço. Achamos que gostaria de ganhar um telefone, já que a maioria de seus colegas possui um”.
A resposta do garoto. “Pai, não preciso de celular. Quero manter meus cabelos assim, pretos”.
Aprendi neste dia, que por mais difícil que uma pergunta seja. Não posso, jamais, distorcer sua resposta. O que eu for ensinar pode sair da minha cabeça, mas nunca sairá da cabeça daquele que absorver esta informação.

@JuniorDihl


A ARTE DE SABER APRENDER


Procuro evitar pessoas que pensam saber tudo, tenho sim, um enorme preconceito por pessoas com este perfil.
Somos, enquanto seres humanos, capazes de absorver todo o conhecimento que nos é ofertado, o que nos faz cada vez mais dependentes do querer saber.
Se, por acaso, julgar-me sábio, de fato serei inexperiente perante aqueles que realmente podem me passar algum ensinamento.
A idade vem de mãos dadas com o conhecimento, por já ter vivido alguns anos, um indivíduo pode conhecer um pouco de vários assuntos, mas não se achar especialista.
Para isso destinamos muitos anos de nossa existência para os estudos, para conhecer e se aprofundar em um ou mais determinados assuntos.
O segredo é, até quando estou disposto a aprender? Até quando estou disposto a transmitir o que aprendi? Espero realmente, que a humanidade nunca encontre estas respostas, que sigam dispostos a aprender e a ensinar até o fim dos seus dias.
Conheço doutores por formação acadêmica e doutores por formação humana e, na minha concepção, a única diferença entre eles, a, grosso modo, é um pedaço de papel que qualifica a formação acadêmica.
Aprendi muitas coisas em minha curta vida, com uma pessoa que não sabia escrever seu próprio nome, Rosalina, minha avó paterna. Tudo o que pude aprender com ela, jamais esquecerei.
Assim como já ouvi muita coisa que não queria ter ouvido, da boca de gente altamente instruída, um exemplo claro. Participei a algum tempo atrás de um evento que tinha como principal objetivo, discutir e defender o programa de ensino para jovens e adultos, neste evento ouvi um professor, doutor, dizer que alguém com a qualificação dele, dar aulas para este grupo de pessoas, seria “matar mosquito com bala de canhão”, então, o que pude perceber na fala deste professor é que dar aulas a uma pessoa com idade avançada, que por sua vez, não teve a mesma oportunidade de ensino que ele, será perda de tempo.
Nunca mais esquecerei esta frase proferida por este professor, o nome dele eu nem me preocupei em lembrar, mas suas palavras foram repudiáveis naquele instante.
Fica claro neste exemplo que mesmo sendo doutor, mesmo tendo passado um enorme tempo de sua vida em uma sala de aula, este professor é um ser humano, o qual pode cometer erros e equívocos e tem a chance de se redimir mais além. Aprendendo com os próprios erros ou até mesmo com os erros alheios.
Outro exemplo de ser, humano. Na semana passada, após um evento, esqueci minha carteira no balcão de um vendedor ambulante, ao chegar a minha casa e não achá-la, voltei neste lugar e questionei se havia deixado minha carteira ali, o proprietário, com aparência simples, batalhador, pois já passava das quatro horas da manhã e ainda recebia seus clientes com um sorriso estampado no rosto, perguntou meu nome. Após conferir com os documentos no interior da carteira, devolveu-me os pertences.
Na tentativa de agradecer ofereci uma recompensa, para minha surpresa ele recusa e me diz, “não fiz mais nada que minha obrigação”. Minha felicidade era total, tanto por receber minha carteira intacta, quanto suas palavras.
O que me fez acreditar que nem tudo está perdido e que o bom senso ainda “salvará” a humanidade.
Meu nome, já não importa, mas o senhor que guardou minha carteira chama-se, João Luis Pereira.


@JuniorDihl

segunda-feira, 7 de março de 2011

Do relógio ao tempo


Olho o relógio a minha frente e fico meio estressado, pois os ponteiros parecem estar
paralisados.
As paredes do escritório me parecem grades de uma cela, uma prisão, porém eu sei que
logo sairei dela, isso me anima.
Ouvindo uma boa música ao melhor estilo verão, praiana, executada pela rádio Itapema, de
Porto Alegre, ao fundo, Bob Marley canta. E eu, em imaginação, viajando aos montes por
uma ilha habitada somente por nós dois.
Sinto de leve a areia sob meus pés descalços, a canga que cobre o seu biquíni me deixa
extremamente envolvido e me faz, cada vez mais, imaginar que estou à beira mar.
Sua pele dourada, com definidas marcas deixada pelo sol, num formato perfeito de seu
discreto biquíni, envolvente biquíni. Alucinógeno, biquíni. Me deixa extasiado e de repente,
minha loucura fictícia fica cada vez mais real. Posso sentir o seu cheiro aqui perto,
suspirando e esticando os braços um pouco, sinto seu corpo.
Até ouço você me dizendo coisas suaves junto ao ouvido, sussurrando palavras doces e me
pedindo carinho.
Um creme por todo o corpo começa a ser combustível para uma noite que apenas, parece
ter inicio. Ainda em sonho, saindo da praia e indo direto para minha casa.
Destilando os corpos em total efusão de prazer, fazendo com que gemidos e elogios saiam
naturalmente nas trocas de carícias, deixando as roupas de cama passear pela casa, pois já
não há espaço para tais sobre a cama.
E o quarto, que mais parece um vulcão adormecido prestes a entrar em atividade, fica
incumbido de ser a única testemunha deste desfecho amoroso, as luzes que se apagam
fazendo com que as estrelas e a bela lua cheia tornem-se evidentes e por sua vez, inspiração
para esta noite, só nos resta então, aproveitar como se esta fosse, a última de nossas vidas.
Estava tão empolgado com o que iria fazer após o trabalho que entrei em um sonho, mesmo
acordado, agora já está na hora de ir embora e poder fazer tudo o que já descrevi, pois ainda
há uma noite inteira pela frente.
E mesmo o tempo sendo longo, ele nunca para, se ficarmos fixados e presos a simbologia
do tempo, o relógio, ou até mesmo um calendário, estaremos perdendo tempo.
Um tempo em que poderíamos estar produzindo, criando algo que efetivamente nos traga
prazer.
O fato de antecipar as coisas que certamente irão acontecer, pode nos render frustrações e
dores que poderiam ser evitadas, certo que a ansiedade e o impulso nos remetem a um
mundo de questões as quais esperamos respostas óbvias e, mesmo assim não as
encontramos, faz com que a conclusão clara, seja.
O valor que o meu tempo tem, não é o mesmo que o seu, mas o valor que o tempo cobra
para vivermos e aproveitarmos as oportunidades, este valor é único.
E o preço que todos nós pagaremos é o de não mais ter este tempo de volta, então, se for
sonhar; imaginar uma situação, ou até mesmo querer algo. Vá atrás, pois o tempo não irá
parar e esperar que você se decida.
Fui. Já deu a minha hora...

@JuniorDihl