sexta-feira, 26 de agosto de 2011

A INSPIRAÇÃO DO POETA


O poeta não espera a inspiração, mas a constrói, vivendo. É neste acervo diário de inspirações que ele solidifica e arquiteta suas sensações, em palavras mil. Na maioria das vezes, uma situação abrupta instiga uma frase e, desta, nasce uma canção, soneto ou poesia. O poeta tem o conhecimento sobre as palavras e as respeita, o que é indispensável no seu currículo, saber respeitar as palavras e as observar dançando de um lado ao outro, até que se formem belas histórias.
O poeta não planeja, mas também não improvisa, é cauteloso e sucinto, mediador de histórias e conflitos estrelados por ele próprio, por pessoas de seu convívio, ou personagens criados por sua imaginação, muitos ainda fantasiam personagens para falarem aquilo que sentem sem ser hostilizados, ou penalizados por suas palavras. Ainda que seus anseios sejam subliminares, a escrita não o perdoará e ele dependerá da interpretação de quem lê. Esta conotação nos mostra que saber interpretar é indispensável, pois o poeta traduz em palavras, seus sentimentos, isso, na óptica de quem está lendo, pode não ser transmitido ao papel.
Ao leitor assíduo, será preciso um acompanhamento minucioso junto aos textos de determinado autor, para poder traçar um perfil de leitura e saber entender, sem muitos rodeios, do que está falando este escritor. Ao leitor que busca uma inspiração, bastará apenas que leia e interprete do seu modo cada palavra descrita. Já o poeta. O poeta precisará viver e representar em palavras este cotidiano, a partir daí seus admiradores saberão o que estão lendo e se tornarão seus melhores amigos.
Contudo, o poeta não é aquele que descreve uma linda história de amor, este também é um, mas sua principal qualidade é fazer com que o leitor desprenda-se do espaço em que está inserido e viaje sem receio, sem pudor, por todo o caminho que as palavras podem levá-lo e representar, entre linhas rabiscadas, um mundo diferente e possível. O poeta não é aquele que somente descreve o sonho, mas sim, aquele que sonha junto.

@JuniorDihl

sábado, 20 de agosto de 2011

Medo


Um receio aguçado, uma forma de escondermo-nos daquilo que não queremos enfrentar,
passar, ou viver. Tal qual a perda de um ente querido, uma briga no final da aula, quando tínhamos apenas dez anos de idade e nos apaixonávamos diariamente, ou até mesmo depois dos vinte, ou trinta anos, quando de fato estamos apaixonados e sentimos uma dor, só de pensar em perder a pessoa em que investimos este sentimento.
A imaginação nos leva, muitas vezes, diretamente ao lugar ou situação em que tememos
estar, compreensível, pois se imaginamos que é ruim, não vamos arriscar e ir conferir, a menos que sua vida seja oscilada de aventuras e desbravamentos da juventude. Uma substância denominada, dopamina, é liberada por nosso cérebro cada vez que sentimos uma sensação boa, ou ruim. Aos extremos, quando sentimos uma sensação de pleno gozo, de prazer intenso, esta substância é liberada, por isso a vontade de querer repetir. Isso serve também para nossos anseios, cada vez que o cérebro detecta que algo ruim poderá acontecer, lá está a dopamina, de novo, para nos frear e nos mostrar que tal atitude pode ser arriscada. No entanto, muitas vezes é em vão. A sensação do proibido, é cada vez mais atrativa, quando se fala em prazer, por isso a desobediência a cada pensamento ruim, relacionado a algo neste campo. Quando deixamos de agir com a razão e passamos obedecer ao coração, é disso que estamos falando. De esquecer e não se contentar com o óbvio, de desprender-se de qualquer pudor e arriscar, sem querer pregar a promiscuidade, mas salientar que aquele pote de ouro que dizem estar no fim do arco-íris, pode até não existir, mas a experiência de ter chegado lá, ninguém tirará de você.
Um verdadeiro amor não se procura e não se encontra, mas se vive. E nesta vivência é que encontraremos vários arco-íris e quem sabe, vários potes de ouro. Todos nós vivemos um grande amor, independente da forma que esse amor se manifesta, se é amor por um familiar, por um time de futebol, pela colega de classe, ou por sua alma gêmea. Eu vivo o amor de várias formas, meu medo de perder estes amores, é ocioso, não o deixo manifestar-se, é por isso que vivo intensamente, por que na verdade tenho medo de pensar em perder um amor. Não exclua seus medos, todos eles, são de certa forma, um recurso para aprendizagem.
Viva sabendo que eles estão guardados, o desafio é seguir buscando a felicidade e não os promovendo.

@JuniorDihl