sábado, 20 de agosto de 2011

Medo


Um receio aguçado, uma forma de escondermo-nos daquilo que não queremos enfrentar,
passar, ou viver. Tal qual a perda de um ente querido, uma briga no final da aula, quando tínhamos apenas dez anos de idade e nos apaixonávamos diariamente, ou até mesmo depois dos vinte, ou trinta anos, quando de fato estamos apaixonados e sentimos uma dor, só de pensar em perder a pessoa em que investimos este sentimento.
A imaginação nos leva, muitas vezes, diretamente ao lugar ou situação em que tememos
estar, compreensível, pois se imaginamos que é ruim, não vamos arriscar e ir conferir, a menos que sua vida seja oscilada de aventuras e desbravamentos da juventude. Uma substância denominada, dopamina, é liberada por nosso cérebro cada vez que sentimos uma sensação boa, ou ruim. Aos extremos, quando sentimos uma sensação de pleno gozo, de prazer intenso, esta substância é liberada, por isso a vontade de querer repetir. Isso serve também para nossos anseios, cada vez que o cérebro detecta que algo ruim poderá acontecer, lá está a dopamina, de novo, para nos frear e nos mostrar que tal atitude pode ser arriscada. No entanto, muitas vezes é em vão. A sensação do proibido, é cada vez mais atrativa, quando se fala em prazer, por isso a desobediência a cada pensamento ruim, relacionado a algo neste campo. Quando deixamos de agir com a razão e passamos obedecer ao coração, é disso que estamos falando. De esquecer e não se contentar com o óbvio, de desprender-se de qualquer pudor e arriscar, sem querer pregar a promiscuidade, mas salientar que aquele pote de ouro que dizem estar no fim do arco-íris, pode até não existir, mas a experiência de ter chegado lá, ninguém tirará de você.
Um verdadeiro amor não se procura e não se encontra, mas se vive. E nesta vivência é que encontraremos vários arco-íris e quem sabe, vários potes de ouro. Todos nós vivemos um grande amor, independente da forma que esse amor se manifesta, se é amor por um familiar, por um time de futebol, pela colega de classe, ou por sua alma gêmea. Eu vivo o amor de várias formas, meu medo de perder estes amores, é ocioso, não o deixo manifestar-se, é por isso que vivo intensamente, por que na verdade tenho medo de pensar em perder um amor. Não exclua seus medos, todos eles, são de certa forma, um recurso para aprendizagem.
Viva sabendo que eles estão guardados, o desafio é seguir buscando a felicidade e não os promovendo.

@JuniorDihl


Um comentário:

  1. Júnior Dihl:Sábias palavJras,o problema é quando a DOPAMINA toma conta do teu cérebro e veda teus olhos,fazendo-os ver somente o que não quer ver ou tem medo de encarar......

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