quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Poeta do acaso


Salvo um dia negro em dia solar, através de palavras que vagam perdidas. Nasce uma poesia. Nasce um amor. Nasce mais um poeta do acaso. Tudo é inspiração e segue mutável, à medida que me encontro com o destino, sim, o destino me visita compulsivamente, bem como a variação constante nas incertezas convictas.
As oscilações de sentimentos traduzem o ser humano. Ódio, raiva, paixão, dor, alegria, ansiedade, saudade. Destas sensações vive o poeta, destas vibrações é gerada uma canção, uma história que aconteceu ou ainda irá acontecer. Prevalece a essência do sentimento, o âmago das coisas simples e necessárias no cotidiano, prevalece a vontade de viver e ser feliz dentro daquilo que você julga indispensável. O sonho que pode tornar-se realidade, a real existência de um sonho, a aposta, a confiança. Não basta sonhar, tem que acreditar.
O acaso é minha maior fonte de inspiração, no entanto, sua nomenclatura que é ingrata. A casualidade deixa de existir quando é notada, deixa de ser acaso e entra para a história. Por isso me julgo poeta do acaso, por que dele parte a vontade de desafiar meus anseios e medos, dele parte a vontade de reviver os momentos bons que já vivi, do acaso parte o receio de perder, de sofrer e, também de errar, mas de contrapartida ele me dá o estímulo necessário para seguir e buscar o acerto.
Uma noite qualquer, um luar, talvez estrelas ou chuva, quem sabe? Numa manhã ensolarada, ou na ressaca de uma solidão. Na alegria de estar vivo, de ter a quem amar, de ser amado. A poesia é isso, é a vida descrita. De que vale uma linda canção, ou uma linda poesia, sem que se possa viver o que no papel foi escrito? Nada. De nada vale. Viva, escreva, copie, refaça, inspire-se a ser, também, um poeta do acaso. Seja coadjuvante, mas também ouse protagonizar. A vida é sua, portanto, permita-se passá-la a limpo.



@JuniorDihl