sexta-feira, 11 de julho de 2014

TALVEZ

Diriam, sem sombra de dúvidas
Que estou louco
Louco. Sem meio, sem quase
Apenas e tão certamente, louco
E, de tanto que diriam
Talvez me convencessem, talvez não
Talvez eu os convencesse do contrário
Talvez desse a certeza que esperavam
Se eu falasse de amor
Se eu falasse de carinho
De rancor, ódio, ou se de nada falasse
Ainda assim diriam que estou louco
Talvez por apenas sonhar
Talvez por escancarar estes sonhos
Talvez por viver os sonhos de muitos
Contudo, a única verdade aqui escrita
É que diriam que estou louco
Quem sabe, até, sem saber definir a loucura
Mas como em quase tudo hoje em dia
Apontariam o dedo, tantos juntos
Sem saber o porquê, sem saber
Se o que dizem é certo
Se o que apontam é certo
Ou se o certo é o que dizem e o que apontam
Talvez a loucura se defina nas perguntas
Talvez se defina nas respostas
Talvez eu, de fato, enlouqueça
Com suas perguntas e respostas.

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